Indústria musical quer processar Google por pirataria - Exame Informática

Indústria musical quer processar Google por pirataria

Depois do Megaupload, chega a vez do maior motor de busca estar na mira da indústria musical, que o acusa de não fazer o suficiente para censurar links de pirataria.

17/02/2012 11:08:11

 

De acordo com o TorrentFreak, a indústria musical está a considerar processar a Google por abuso de posição dominante, por “distorcer o mercado da música online”. Grupos como o IFPI (a poderosa International Federation of the Phonographic Industry) e a Recording Industry Association of America (a não menos poderosa RIAA) querem que a Google censure os links para sites piratas nas pesquisas efetuadas.

Em dezembro passado, a RIAA e a IFPI acusaram a Google de lucrar com a pirataria, e a empresa tem trabalhado com estas instituições para combater a site ilegais. De acordo com um documento partilhado com o TorrentFreak, a Google terá providenciado às editoras uma ferramenta especial que permite efetuar pesquisas para determinar quais os links que estão a infringir os direitos de autor. Através desta interface, entre agosto e dezembro de 2011, foram marcados como abusivos 460 mil resultados de pesquisas e desativados centenas de sites no serviço Blogger.

Ainda assim, a IFPI considera que a Google não está a fazer o suficiente, por não censurar os links que direcionam os internautas para conteúdo ilegal.

“A Google continua a não dar prioridade aos sites com conteúdos legais de música, alegando que o seu algoritmo de pesquisa é baseado na relevância dos sites para os consumidores”, pode ler-se no documento. “Para resolver o problema, a IFPI obteve uma opinião legal preliminar e altamente confidencial em julho de 2011 sobre a possibilidade de efetuar uma queixa contra a Google por abuso de posição dominante, e por distorcer o mercado para a música online legítima, por causa da prioridade que a Google dá aos sites ilegais”.

No “Código Voluntário de Práticas” da indústria do entretenimento, a IFPI e a RIAA revelam, também, que querem que todos os motores de busca eliminam o registo de sites de partilha de ficheiros como o The Pirate Bay e deem pontuações mais elevadas a alternativas “legais”.

Relativamente a esta questão da censura como forma de preservação dos direitos de autor, o Tribunal de Justiça Europeu considerou recentemente que as redes sociais não são obrigadas a filtrar conteúdos, mesmo que possam violar direitos de autor ou propriedade intelectual de terceiros. Este tipo de mecanismo poria em causa a liberdade de informação, lembram os juízes.

Palavras-chave do artigo
autores, conteúdos ilegais, google, ifpi, música, pirataria, riaa

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deixa ver se percebi: a RIAA e a IFPI querem que o google mude o algoritmo de forma a censurar o que os utilizadores mais procuram e apresentar os seus produtos... seems legit...

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Isto é RIDÍCULO. Estes tipos da Indústria Audiovisual deviam consultar um psiquiatra. Mas já!! Esta paranóia só está a provocar mais ódio e ira face a eles.

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Quero aqui, publicamente agradecer aos gigantes da industria musical o seu comportamento obsceno e prepotente, tipo Cartel. Esse comportamento de "quero, posso e mando" torna muito mais facil que eu faça downloads de musicas sem pagar um centimo. Ao agirem desse modo quem tem o rei na barriga, fico sem qualquer problema de consciencia quando "saco" uma musica da net.
Então, obrigado por serem uns PORCOS!! Espero que processem a Google, o Tio Patinhas e o Pai Natal, para que eu continue a não dar 1 único centimo do meu dinheiro a vocês, sem qualqer peso na consciencia.

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Com a quantidade de sites que andam por aí querem que a Google processe os resultados com base em conteúdos legais ? quero ver esses meninos da IFPI e da RIAA a verem os sites um por um para controlarem o que é conteúdo legal ou não.
E depois, processar a google ? sinceramente... para o dinheiro que eles ganham com pesquisas diárias nem que seja por exemplo como eu para fazer um trabalho conseguem contratar advogados que fazem qualquer juiz "ir atrás", apesar de eu concordar plenamente que a google dê relevância às preferências dos utilizadores, porque sinceramente, para além de ser muito mais produtivo para a própria google que ao monitorizar as preferências consegue criar uma pesquisa mais "pessoal e útil" é útil para o próprio utilizador do motor de busca.

Achei e acho uma parvoíce terem acabado com coisas tipo megaupload, acabam com um aparecem 3 ou 4 ainda com mais conteúdo mas sinceramente, querer censurar as pesquisas da google ? poupem-me, a sério... isto já é brincar

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