Reino Unido quer banir Wi-Fi livre - Exame Informática

Reino Unido quer banir Wi-Fi livre

Uma proposta de lei no Reino Unido pretende responsabilizar quem fornece acesso Wi-Fi pelos crimes eventualmente cometidos por terceiros.

01/03/2010 10:18:43

 

De acordo com a ZDNet, se a lei passar, deixará de haver acessos Wi-Fi abertos no Reino Unido. A proposta de lei abrange todos, e fará com que as organizações sejam responsabilizadas pelos crimes cometidos por terceiros que usem a sua rede, como por download ilegal de músicas, por exemplo.

Lilian Edwards, professor de direito da Internet, disse à ZDNet que se a proposta for aprovada, qualquer pequena organização que providencie Wi-Fi aberto estará a atentar contra a lei. As bibliotecas e as universidades ficam numa posição de incerteza, porque nem o Governo sabe como classificá-las de acordo com a nova lei.

"Mesmo que protejam os acessos por passwords, [as pequenas organizações] passam a ter duas opções: ou pagam a alguém para gerir os acessos por eles, ou assumem a responsabilidade de se tornar efectivamente num ISP e de manter registos de toda a gente que aceder à Net através da sua rede - um fardo demasiado pesado para um pequeno café".

Palavras-chave do artigo
Proposta de lei, Reino Unido, Wi-Fi

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É evidente

É evidente que os políticos descobriram uma forma de tentarem liquidar a Internet. A Internet é uma grande dor de cabeça incontrolável para os políticos, assim tentam acabar com ela através da desculpa da pirataria, quando todos nós sabemos que para piratear uma qualquer canção basta cantá-la num qualquer karaoke. Senhores políticos, acabem já com o karaoke!!!!!!!

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Re: É evidente

Isso também paga direitos de autor.
Os karaoke's e os conjuntos de animação de arraiais (e que cantam músicas de cantores famosos), se quiserem cumprir a lei têm de pagar direitos de autor. Caso contrário, cometem crime.

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Incompreensível

Não entendo o que é que se pretende conseguir com estas medidas, se a diminuição da pirataria, ou se o aumento do "roubo" de pontos de acesso...

Como já foi dito, os pontos de acesso gratuito, são portos de abrigo para muita gente, que na maioria dos casos, esta é a forma mais rápida de aceder à Internet, quando estão em viagem, ou de férias, Além disso, hoje em dia, muitos smartphones já têm acesso a redes wi-fi, e qual será a vantagem desse suporte, se a única rede que conseguimos aceder, for a rede de nossa casa?

Se estão assim tão preocupados com o uso da Internet, criem formas de identificar os utilizadores destas, para que no máximo, só se possa responsabilizar pelo mau uso, a pessoa em questão, e não quem oferece hotspots gratuitos.

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..

Para quando uma lei para proibir o uso da língua, da cultura e dos conhecimentos de um povo pelos agentes económicos. Os autores esquecem-se que estão a usar tudo da comunidade sem pagar, desde a língua aos conhecimentos de música aos instrumentos musicais. Para as contas ficarem certas a comunidade paga pela parte dos autores na música e os autores pagam pelos meios da comunidade que usaram na mesma música. E no final vemos quem é que tem a receber de quem. Até lá há necessidade urgente de uma legislação a proibir o uso de bens públicos da comunidade por parte dos agentes económicos? Se eles não pagam por usar o que é de todos não devem exigir a todos que lhe paguem a eles o que supostamente é deles. Todas as construções do mercado são feitas com elementos apropriados ilegitimamente à comunidade. Os agentes económicos são criminosos porque usam ilegitimamente bens públicos para fins privados, e contra a comunidade. Começa a ser altura de nos livrar-mos deles e do seu abuso de poder. A propriedade não tem nenhum fundamento, o planeta é da humanidade e não de meia dúzia de cretinos - proprietários. Para acabar com a propriedade devemos impô-la até ao fim. A lei da propriedade deve ser imposta a todas as partes. Para isso meios da humanidade não podem estar à disposição dos agentes económicos. Os agentes económicos devem ser proibidos de usar meios da humanidade, desde a cultura aos conhecimentos, às línguas, às estradas, ao oxigénio, à água, e a tudo que é da comunidade. Os proprietários devem cingir-se única e exclusivamente à sua propriedade. Tudo que não for deles deve ser-lhes vedado, como eles fazem à comunidade. Não podem fazer pagar os outros ao mesmo tempo que não pagam aos outros. Não podem usufruir ao mesmo tempo dos meios públicos e dos meios privados. Quero ver o que é que fazem só com a sua propriedade? Não fazem nada porque tudo que usam e abusam é da comunidade.

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Re: ..

Concordo com quase tudo o que disse.
Agora no caso de:
"A propriedade não tem nenhum fundamento, o planeta é da humanidade e não de meia dúzia de cretinos - proprietários"
aí já tenho algumas (muitas) dúvidas. O direito de propriedade foi uma das conquistas recentes (em termos de evolução) da humanidade. Sem esse direito, somos levados ao tempo da velha URSS que tantos e bons frutos deu!
Mas concordo com o que disse que em nome dos direitos de autores e afins se está a regredir em termos de liberdades de Internet que um dos pilares do seu sucesso. Os direitos só devem ser retirados quando outros de maior importância se impõem.

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Re: ..

Quando falo nos proprietários também incluo o estado. Os meios públicos são muito diferentes dos meios estatais. Uma estrada é pública mas o dinheiro de um estado é privado. O dinheiro do estado não é público é da classe politica, porque só ela é que o usa como quer. É importante não confundir público com estatal. O planeta é da humanidade e não de nenhum grupo de proprietários, sejam eles privados ou estatais.

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Re: ..José Rodrigues

Concordo plenamente

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Re: Reino Unido quer banir Wi-Fi livre

Embora não seja utilizador de redes WIFI livres, esta lei não me parece muito bem. Uma vez mais paga o justo pelo pecador. Se há aqueles que prevaricam utilizando as redes WIFI livres, também há aqueles que vêm nestas redes uma oportunidade para ver o seu e-mail, utilizar um serviço VOIP ou simplesmente fazer uma consulta rápida a um assunto de interesse.
    Estes pontos de acesso gratuitos são também muito importantes para os turistas, uma vez que esta é uma forma de contactarem os seus familiares enquanto estão de viagem.
 

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