Humanos mais perto de se tornarem baterias

A visão futurista do filme Matrix está mais próxima, agora que os cientistas arranjaram forma de usar o corpo humano para fornecer energia a máquinas.

28/12/2009 10:04:53

 

De acordo com o DailyTech, os cientistas Vladimir Leonov e Ruud Vuller, do Interuniversity Microelectronics Center na Bélgica, criaram um ambicioso dispositivo para recolher energia do corpo humano, transformando-o numa "pilha" ambulante.

Estes dispositivos são capazes de transformar o calor libertado pelo corpo em electricidade, através de mecanismos electrónicos especiais conhecidos por pilhas termoeléctricas.

A principal desvantagem desta abordagem é o facto de o corpo humano produzir calor de forma ineficiente e irregular. Assim, esta abordagem só é útil quando na presença de dispositivos que consumam pouquíssima energia.

Os cientistas estão, por isso, a trabalhar também em dispositivos de muito baixa voltagem que possam tirar partido da energia fornecida pelo corpo humano.

A ideia até nem é nova, visto que existem várias pesquisas no campo do aproveitamento eléctrico do corpo humano. Neste momento, o exército norte-americano está, inclusivamente, a trabalhar em geradores piezoeléctricos para ajudar a recarregar as baterias dos equipamentos usados por soldados, e há também investigação no campo de geradores microscópicos capazes de tirar partido da corrente sanguínea para produzir electricidade e alimentar dispositivos nanométricos.

Palavras-chave do artigo
Corpo humano, Matrix, Pilhas termoeléctricas

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Muito bom

Das melhores invenções já criadas pois se o nosso corpo cria energia e visto que hoje em dia precisamos de tanta energia, porque não aliar ambas as coisas juntar o desperdício de energia a falta dela.....

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Evolução natural (ou não) da biotecnologia

Matrix, Exterminador Implacável ou qualquer outro do género são cada vez menos figuras da ficção cientifica. Por um lado ainda bem, pois graças a estas investigações temos equipamentos electrónicos que de outra forma não existiam. Por outro lado parece que em alguns casos há uma questão de ética, quando se começa a introduzir demasiados mecanismos electrónicos no corpo humano, fazendo prever que a "identidade" humana se funda com uma "identidade" bioelectrónica/cibernética ou o que quiserem chamar.
      Viva a evolução, mas com moderação.

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