Actualmente, os investigadores apontaram como prioridade o desenvolvimento de um sistema capaz de corrigir a trajectória de aviões, caso estes se dirijam contra montanhas, edifícios ou outros obstáculos terrestres. Outra das funcionalidades previstas é a detecção de comportamentos suspeitos dos passageiros. O projecto tem ainda em vista uma funcionalidade que permite encaminhar, automaticamente, um avião desviado por terroristas para o aeroporto mais próximo. Contudo esta funcionalidade só deverá estar disponível dentro de 15 anos. «É impossível alcançar o nível zero de ameaça. Mas se os aviões forem equipados com electrónica a bordo torna-se muito-muito difícil desviá-los», explica Daniel Gaultier, responsável da Sagem, empresa francesa que está a participar no projecto Safee (Security of Aircraft in the Future European Environment). O projecto foi lançado em Fevereiro de 2004, com um investimento de 35,8 milhões de euros. Entre os membros do projecto encontram-se a Airbus, a EADS, a BAE Systems, a Thales, a Siemens AG e a Comissão Europeia, que financiou metade do projecto. A Laviv of Athena GS3, uma empresa israelita que também está a cooperar com o Safee, prevê que o novo sistema de segurança comece a ser comercializado entre 2010 e 2012. Nas múltiplas funcionalidades previstas para o sistema encontram-se: chips que identificam bagagens e passageiros, um sistema de detecção de explosivos, câmaras biométricas no cockpit e nas entradas do avião, detecção de comportamentos invulgares através de microfones e câmaras, acessos biométricos para o cockpit, um sistema de reacção a ameaças, segurança nas comunicações, e um sistema que evita colisões.